FENICAFÉ: Brasil tem que ser o país com o menor custo de produção, informa CNC

Presidente da entidade Silas Brasileiro diz que a pesquisa é a base para sermos mais competitivos

O presidente do Conselho Nacional do Café, Silas Brasileiro comentou, durante a abertura da Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, nesta terça-feira (19) que o produtor rural em geral, não só o cafeicultor, já está vivendo uma fase de mais tranquilidade com o novo Governo Federal, "com mais segurança, tanto no campo como em termos jurídicos".

 “Percebemos também que o Governo Federal tem uma grande tendência de apoiar a pesquisa, e a pesquisa é a base para sermos mais competitivos”, enfatizou. Segundo o presidente do CNC, o cafeicultor não pode olhar apenas para o seu preço de venda. “Temos que prestar atenção no custo de produção. Temos batido nesta tecla junto ao Governo... Vamos baixar nosso custo através do aumento de produtividade, com um menor uso, eventualmente, de alguns insumos. E isso só se obtém através da pesquisa”, disse Brasileiro.

O Governo Federal tem dado um suporte, continuou Silas, “principalmente através da ministra (da Agricultura), Tereza Cristina, que é da área rural, uma agrônoma, que conhece efetivamente estes percalços que temos em relação aos nossos custos, além da tributação, da legislação social e ambiental... Mas nós vamos contornando tudo isso para sermos não somente o maior produtor mundial de café, mas também aquele que tem o menor custo de produção. Com isso, permitiremos que o nosso cafeicultor continue na sua atividade”, finalizou.

    

Mercado - Brasileiro comentou que o mercado tem que observar não somente aquilo que se produz, mas também a quantidade que se consome. “Não foi o Brasil que se excedeu em produção... Tivemos um excesso de produção em termos mundiais, como por exemplo na América Central, e os centro-americanos não estão preparados para isso. Eles não aumentaram o consumo doméstico...”.

Segundo o presidente do CNC, a próxima reunião ordinária da Organização Internacional do Café (OIC), que acontece na próxima semana em Londres, tratará exatamente desta questão. “Vamos todos produzir mais, sim, todos os países, mas temos também que elaborar projetos visando o crescimento do consumo interno nas origens. Com isso, não se cria excesso e tampouco concentração de oferta de café”, disse Brasileiro.

 

Em 2019, a Fenicafé apresenta o tema: “Conecte-se ao futuro da cafeicultura”, apresentando a melhora na qualidade da cafeicultura irrigada através da tecnologia. O evento, que acontece até quinta-feira(21) em Araguari no Triangulo Mineiro, é um local para aprendizado e para realização de bons negócios com projeção para a revolução que o setor vem sofrendo nos últimos anos.

Mais informações podem ser obtidas através do site www.fenicafé.com.br. Em breve serão abertas as inscrições para os interessados em participar do Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada. (Com Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS)