FENICAFÉ: Esta crise não é a primeira e nem a última, afirma Assis

Para o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, os períodos de bonança retornarão

O mercado de café trabalha neste início de ano com preços baixos para os produtores. No sul e no cerrado de Minas Gerais, a referência de preços para o café arábica está abaixo de R$ 400,00 a saca, nível que segundo os líderes dos cafeicultores não remunera mais.

No entanto, em debate sobre mercado e exportação na Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura - Fenicafé, em Araguari (MG), o presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis, lembrou que “esta crise não é a primeira nem será a última”.

Segundo ele, os períodos de bonança retornarão, “desde que o setor produtivo tenha competência, se mantenha unido e, principalmente, se atualize em termos de tecnologia da lavoura. Os competidores estão lá fora. Os produtores nacionais têm é que colaborar entre si, para que então o Brasil realmente exerça o papel de líder do mercado global”.

 

FENICAFÉ - A feira é voltada para a cafeicultura irrigada incluindo o processo de cultivo, plantio, manejo e colheita. É também um local para a divulgação de pesquisas e uma vitrine para as empresas expositoras que produzem produtos voltados para a cafeicultura.

O evento atrai todos os anos um público bem específico – produtores, pesquisadores, engenheiros, técnicos e estudantes que buscam conhecimentos na área de irrigação e cultivo de café. Todos os anos, passam pela Fenicafé um público médio de 20 mil pessoas, durante os três dias de evento. (Com Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS)