O recuo se deve à expectativa de uma produção menor

Começou ontem a 24ª edição da Fenicafé - Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, em Araguari, no Cerrado de Minas Gerais, uma das mais importantes regiões produtoras de café do Brasil e do mundo.

Neste primeiro dia, uma das presenças mais importantes foi a do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro.

Em entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, Brasileiro comentou que o produtor rural em geral, não só o cafeicultor, já está vivendo uma fase de mais tranquilidade com o novo Governo Federal, "com mais segurança, tanto no campo como em termos jurídicos".

“Percebemos também que o Governo Federal tem uma grande tendência de apoiar a pesquisa, e a pesquisa é a base para sermos mais competitivos”, enfatizou.

Segundo o presidente do CNC, o cafeicultor não pode olhar apenas para o seu preço de venda. “Temos que prestar atenção no custo de produção. Temos batido nesta tecla junto ao Governo... Vamos baixar nosso custo através do aumento de produtividade, com um menor uso, eventualmente, de alguns insumos. E isso só se obtém através da pesquisa”, disse Brasileiro.

O Governo Federal tem dado um suporte, continuou Silas, “principalmente através da ministra (da Agricultura), Tereza Cristina, que é da área rural, uma agrônoma, que conhece efetivamente estes percalços que temos em relação aos nossos custos, além da tributação, da legislação social e ambiental... Mas nós vamos contornando tudo isso para sermos não somente o maior produtor mundial de café, mas também aquele que tem o menor custo de produção. Com isso, permitiremos que o nosso cafeicultor continue na sua atividade”, finalizou.

FENICAFÉ - A feira é voltada para a cafeicultura irrigada incluindo o processo de cultivo, plantio, manejo e colheita. É também um local para a divulgação de pesquisas e uma vitrine para as empresas expositoras que produzem produtos voltados para a cafeicultura.

O evento atrai todos os anos um público bem específico – produtores, pesquisadores, engenheiros, técnicos e estudantes que buscam conhecimentos na área de irrigação e cultivo de café. Todos os anos, passam pela Fenicafé um público médio de 20 mil pessoas, durante os três dias de evento. (Com Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS)