Pequeno produtor também por ter acesso ao sistema de fertirrigação, informa pesquisador

Para o engenheiro Agrônomo Adolfo Moura, uma das grandes preocupações é capacitar o pequeno e médio produtor fazendo a inclusão no mundo tecnológico.

 

O engenheiro Agrônomo Adolfo Moura falou na Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura sobre a “Fertirrigação do cafeeiro: da teoria à prática”. “Minha intenção foi mostrar de forma clara e em uma linguagem bem simples para que o produtor entenda que o sistema de fertirrigação pode ser implantado em qualquer lavoura, independente de seu tamanho”. Para ele, só assim o pequeno produtor pode competir de igual para igual com as grandes empresas de café que se utilizam do sistema para aumento da produtividade e consequentemente baixa do custo da produção.

“No manejo tradicional, são colhidas de 30 a 40 sacas por hectares; já no manejo tecnológico este número pode chegar a 120 sacas. O custo Brasil por hectare é de 35 sacas, então o cultivo no manejo tradicional praticamente não cobre os gastos. Com maior produtividade, o custo da produção cai e eleva a lucratividade”, garante o pesquisador, sem deixar de mencionar a qualidade. “A cafeicultura estacionou. A Colômbia vende qualidade e o Brasil quantidade. Pode ser ai que a conta não fecha; o consumidor paga o valor que o produto merece”.

Moura afirma que para se reduzir custo é obrigatório se ter tecnologia. “As grandes empresas implantam o pacote tecnológico com essa finalidade: produzir mais, gastar menos e lucrar mais. Para isso são aplicadas fórmulas e técnicas para aumentar a produtividade”.

O pesquisador explica que o produtor primeiro tem que se conhecer, saber seu objetivo e qual o futuro que quer, para ele e para sua família. “Para manter-se no mercado é necessário acompanhar as novas tendências do mundo globalizado. A esperança são os filhos destes produtores que estudaram e mergulharam neste mundo da modernidade. E é em eventos como este que os produtores adquirem o conhecimento necessário para a implantação dessas novas técnicas na lavoura”, fala ao referir-se a Fenicafé.   

Adolfo Moura é produtor de frutas em Fortaleza e no Pará, mas diz que se interessa muito pelo cultivo do café. É consultor no parque cafeeiro do Sul e Cerrado Mineiro.

FENICAFÉ - A feira é voltada para a cafeicultura irrigada incluindo o processo de cultivo, plantio, manejo e colheita. É também um local para a divulgação de pesquisas e uma vitrine para as empresas expositoras que produzem produtos voltados para a cafeicultura.

O evento atrai todos os anos um público bem específico – produtores, pesquisadores, engenheiros, técnicos e estudantes que buscam conhecimentos na área de irrigação e cultivo de café. Todos os anos, passam pela Fenicafé um público médio de 20 mil pessoas, durante os três dias de evento.