Vice-presidente da Faemg promove um bate papo com produtores na Fenicafé

As demandas dos cafeicultores da região do cerrado mineiro farão parte de um documento que será entregue à Ministra de Agricultura

O vice-presidente da Faemg – Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais realizou nesta terça-feira (19) um bate papo franco com os cafeicultores da região do Cerrado Mineiro. Com o objetivo de tratar a demanda do setor, Mesquita ouviu as reinvindicações dos produtores para o planejamento a médio e longo prazo. “Cada região tem sua peculiaridade. E a ideia de abrirmos para questionamento é colher o gargalo de cada região de Minas e levar suas demandas aos governos; ouvindo o produtor, a cafeicultura”, explica.  

Breno explica que abrir a palavra é demandar o que a região necessita em termos de politica. “Foram direcionados cerca de R$40 milhões de recursos do Funcafé – Fundo Nacional do Café - para pesquisa, mas somente R$ 9 milhões foram liberados; o restante foi contingenciado. Existem inúmeros projetos que resolveriam nossos problemas, mas que não saem do papel, porque os recursos são limitados”, enfatiza, dizendo que se o governo não ajuda, também não deve atrapalhar.

Mesquista afirma que muito pouco se investe em pesquisa e em marketing, mas são setores que devem ser melhores explorados pela cafeicultura.

Entre os questionamento, a produtora de café Marcia, Monte Carmelo, reclamou da cobrança de ICMS, Pis/Pasep e Confins, sobre os combustíveis e energia elétrica. Ela explica que as altas taxas afetam diretamente o custo de produção. “Uma redução nestes impostos ajudaria e muito no custo final da saca do grão”, destaca.

Em resposta Mesquita afirmou que a questão tributária impacta diretamente no custo da produção e que a Faemg trabalha para buscar melhorias e soluções em relação a isso.

O alto custo para o registo de cédulas rurais nos cartórios também foi questionado pelo diretor da ACA e produtor, Sérgio Bronzi. “Somos reféns de um sistema cartorial que só existe no Brasil. Temos que mudar esse jeito de trabalhar”, enfatiza Lucio Dias, superintende comercial da Cooxupé.

Ao final, o vice-presidente da Faemg, Breno Mesquita explicou que as questões levantadas na Fenicafé fará parte de um documento que sintetiza as demandas dos produtores de todas as regiões produtoras de café de Minas, que vai ser formalizado entregue até abril à Ministra de Agricultura, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias.

A Fenicafé é um local para quem busca informações e ferramentas com o objetivo de aprimorar a produção no campo. É referência para o produtor que busca qualidade na produção. A feira agrega também mais dois outros eventos: o 24º Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada e a 21ª Feira de Irrigação em Café do Brasil, que tem por objetivo a discussão e a divulgação de técnicas e pesquisas relacionadas à cafeicultura irrigada. O evento, que começou nesta terça-feira (19), segue até quinta-feira(21) em Araguari, no Triangulo Mineiro.

Mais informações podem ser obtidas através do site www.fenicafé.com.br. Em breve serão abertas as inscrições para os interessados em participar do Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada.