Fenicafé: Pesquisador diz que é necessário inovar

Dr. Fernando Braz Tangerino, da Unesp de Ilha Solteira afirmou durante a Fenicafé que é necessário reinventar o setor

 

“A informação será o único grande desafio daqui para frente”. A afirmação é do professor Dr. Fernando Braz Tangerino, da Unesp de Ilha Solteira, durante palestra realizada na Fenicafé- Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, que se encerra nesta quinta-feira (21), em Araguari, no Triangulo Mineiro.

Para Tangerino é hora de aumentar a proteção dos recursos e reavaliar sistemas de irrigação para que promovam um manejo mais racional do uso da água, principalmente em regiões onde o déficit hídrico deverá tornar-se uma grande limitação para a produção agrícola.

O pesquisador explica que muita coisa mudou nos últimos dois anos: “trocamos a crise hídrica pelo maior volume de chuvas dos últimos 30 anos; expandimos as vendas de estações agrometeorológicas e sensores de solo; retomamos a expansão da agricultura irrigada”.

Para ele, o maior desafio é o manejo da irrigação e a capacitação técnica; a implantação de novas tecnologias com avanço e barateamento da eletrônica e a determinação de coeficientes de cultura. “É necessário inovar; não dá só para copiar. É preciso criar uma nova empresa e reinventar o nosso setor”, garante.

FENICAFÉ - A feira é voltada para a cafeicultura irrigada incluindo o processo de cultivo, plantio, manejo e colheita. É também um local para a divulgação de pesquisas e uma vitrine para as empresas expositoras que produzem produtos voltados para a cafeicultura.

O evento atrai todos os anos um público bem específico – produtores, pesquisadores, engenheiros, técnicos e estudantes que buscam conhecimentos na área de irrigação e cultivo de café. Todos os anos, passam pela Fenicafé um público médio de 20 mil pessoas, durante os três dias de evento.